O vendedor trabalha na folia desde 1994 e diz que o “serviço extra” é tradição na família. “Minha mãe começou vendendo neste ponto e eu sempre acompanhei ela, agora estou aqui com minha guerreira (mulher) e meu sobrinho. Ele deverá ser o próximo a ocupar o lugar”.
Sinval observa o crescimento da folia com olhar desanimador. “A festa já foi muito mais popular. Hoje, a maioria das pessoas estão em blocos ou nos camarotes. Só vem para a “pipoca” os pobres ousados. Carnaval, hoje, não é mais feito para os pobres”.
“Estou lutando pelo meu pão. Vendo três piriguetes (cerveja) por R$ 5,00. Tem gente que vende quatro por R$ 5,00 e outros que vendem a R$1,00. Mesmo assim todos reclamam das vendagem estamos perdendo espaço para a carnaval dos ricos. Em pouco tempo o folião pipoca e os vendedores ambulantes não irão existir em nosso carnaval”, crítica.
Outra reclamação é sobre a ação dos fiscais de Secretaria de Serviços Públicos (Sesp), conhecidos como “rapa”. “Eles tocam o terror e levam tudo mesmo”, finalizou.
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