Pelo menos três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas no naufrágio que aconteceu nas cercanias da ilha italiana de Giglio, em águas da região da Toscana, na noite desta sexta-feira (13). A informação foi passada por fontes da Capitania dos Portos de Giglio. Segundo a imprensa local, seis pessoas teriam morrido, mas o número não foi confirmado oficialmente.
Quase 2.000 pessoas foram retiradas do navio após o naufrágio do cruzeiro, que tinha 4.229 pessoas a bordo. Segundo fontes da Capitania dos Portos de Giglio, todas foram transferidas a portos próximos.
O cruzeiro Costa Concordia, da companhia Costa Cruceros, encalhou por motivo ainda desconhecido às 21h30 desta sexta-feira (18h30 de Brasília) quando navegava do porto de Savona ao de Civitavecchia, 70 km ao norte de Roma. Funcionários especializados em socorro de navios, bombeiros e várias embarcações acudiram imediatamente à região para retirar os passageiros.
O naufrágio aconteceu quando a maioria dos passageiros jantava, momento em que a luz se apagou e foi sentido um forte tranco seguido por um estrondo, relataram os náufragos è imprensa italiana.

O navio Costa Concordia bateu num banco de areia próximo à ilha de Giglio e já havia inclinado cerca de 20 graus quando as pessoas começaram a deixar a embarcação em botes salva-vidas ou nadando. Equipes de resgate estavam fazendo buscas de cabine em cabine em busca de possíveis sobreviventes.Helicópteros foram usados para retirar ao menos 50 pessoas que se refugiaram no deck do navio e se encontravam em situação delicada.
Estrondo
O Costa Concordia havia deixado o porto de Civitavecchia, perto de Roma, na sexta-feira para um cruzeiro pelo Mediterrâneo, que deveria terminar em Marselha, na França, após passar por portos da Sicília, da Sardenha e da Espanha.
Um passageiro, identificado como Luciano Castro, relatou à agência de notícias italiana Ansa que estava jantando na sexta-feira quando ouviu um grande estrondo, após o qual o navio começou a sofrer com problemas elétricos.
Outra passageira, Mara Parmegiani, afirmou à mídia italiana que houve 'cenas de pânico' no navio.
- Estávamos muito assustados e congelando, porque aconteceu durante o jantar, então ninguém teve tempo de tomar mais roupas. Eles nos deram cobertores, mas não havia em quantidade suficiente.


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